terça-feira, 1 de março de 2011

VELHA INFÂNCIA



Recebi hoje o telefonema de minha tia Dorotéia Assunção, com a notícia do passamento de meu Vovô Calado..Na verdade eu não sou neta de sangue dele...mas sou de coração, e a notícia me caiu como uma grande sacanagem do destino.
José Calado, morou a vida toda na cidade de Paulo Jacinto de onde, vocês sabem, vem as raízes da minha família, e onde eu passei os mais tenrros momento de minha infância...Ele morou depois do açougue municipal, seguindo pela rua da maternidade...Meu vovô Calado, era muito amigo de meu avô Vicente Alves, e as duas famílias se frequentavam..eu como sempre fui muito amostrada, adorava ir prá casa de meu vovô Calado, onde sempre fui tratada como uma princesinha...
A notícia me pegou de surpresa de uma forma tal, que eu simplesmente me senti roubada: Roubada na minha infância, roubada nos meus sentimentos, roubada nas minhas lembranças, e sendo obrigada a enterrar definitivamente os meus mais preciosos momentos...juro que não é egoísmo, mas é que crescer, dá um trabalhão.. e dói prá caramba!!! Saber que as pessoas que amamos se vão, e que não podemos fazer nada contra isso..é definitivamente uma grandissíssima sacanagem do destino...è como se dissessem: Cresça, Edelweiss!!!
Eu me recuso a enterrar esses momentos e abandoná-los à sorte de uma mera passagem na lembrança.
Ao meu vovô Calado todo o amor nescessário para que adentre as portas do céu, e que lá encontre só quem o amou.
Aos que ficaram, força e serenidade para enfrentar a dor e o descontentamento.
Te amo meu vô Calado você é e será uma lembrança viva, em meu coração, para sempre!

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